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domingo, 2 de novembro de 2014

Sobre o tempo


Sobre o tempo.
É raro, escasso e fugaz.
Tanto mais raro quanto mais tempo se tem. Tempo para tudo, quando tudo não serve para fazer coisa alguma. 
Ficar parado, ver o tempo passar, assim é ter tempo para tudo. Ver as nuvens passar e o vento nascer até acaba por, acabar.

Sobre o tempo.
É tanto, tamanho e abundante.
Tão mais abundante quanto menos tempo se tem. Tempo para quase nada, quando quase nada serve para fazer tanta coisa
Não parar, esperar que o relógio possa parar, assim é não ter tempo para quase nada. Não saber se hoje há nuvens ou faz sol, esperar por quando se pode saber.

sábado, 1 de novembro de 2014

Por favor deixem-me trabalhar a um domingo à tarde

Não deixa de ser caricato. O meu último testemunho neste Blog retratava uma inercia enorme em ir trabalhar. Lembro-me que esse era um dia cinzento, lento como o meu pensamento.
Agora que estou em casa de baixa há 48h estou a começar a dar em maluco. É impressionante o valor que damos à saúde, ao trabalho (que às vezes classificamos como a pior coisa que existe) quando estamos limitados. 
Basicamente estou empanado, um pé que não funciona, uma perna que não se mexe, um corpo que transpira só de preparar um simples pequeno-almoço e uma vontade de gritar por tamanha dependência!
Gelo, perna ao alto, repouso e mais repouso, tudo a ser cumprido à risca, até os gritos dos programas de TV durante a manhã...

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Viver mais

Porque é que as pessoas teimam em querer o que não precisam, e em não reconhecer o bom que já têm?
Às vezes um pouco de resignação também faz bem.
Gozem o facto de ter um carro e uma casa vossa. Gozem o facto de terem uma TV, um sofá com chaise longue, uma cama, um colchão excelente para dormir, uma refeição todos os dias, um filho para quem sorrir todos os dias, um país que vive em paz, um país com sol, um país com praia, um país seguro e uma família junto de nós...
De uma vez por todas vivam o vosso país, gozem-no, mas lutem por ele também... Ou vamos deixar este tesouro para os outros e ficamos com os restos que nos deixam? Depois... depois ficamos contentes com os restos. Porquê? Porque temos vergonha de reconhecer que o que tínhamos anteriormente era melhor!

Sonhem menos e vivam mais com o que têm!
Um pouco à semelhança de quem muito dorme pouco aprende... Quem muito sonha, pouco vive!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Eu já fui mais do que sou hoje



Porque é que cada vez mais ignoramos o que de bom existe cá dentro? 

O sol, a praia, a despreocupação, a vida fácil, a mulher, a família, os amigos, as castanhas e o cheiro da primavera, a chuva e o frio português, a comida e a bebida, os chinelos e os calções, os gelados e o amanhecer lusitano?

Tanta coisa boa que ignoramos, ou esquecemos que já vivemos...

As praias aqui ao virar da esquina, o campismo selvagem, as bebedeiras e o surfar num Alentejo escondido... 

Chego à conclusão que quanto mais trabalhamos pela cegueira do dinheiro"fácil", menos sabemos viver. É barato e custa muito pouco ser feliz! É um facto.

Eu já fui mais do que sou hoje. 
Ganho mais dinheiro, trabalho mais e tenho mais coisas minhas, mas serei mais eu?
Eu já fui mais do que sou hoje... É isso que quero ser? Menos do que sou hoje?

Está oficialmente aberta a época da reflexão! Já trabalhei menos, ganhei menos e fui mais do que sou hoje, mas já estive mais longe de voltar a trabalhar menos, ganhar menos e ser novamente mais.

Ser mais contigo, apenas isso. Porque isso só por si vale mesmo muito mais.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Processo de decisão

Porque é que todo o processo de tomada de decisão, tem a capacidade de despoletar pelo menos um atrito?
Impossível agradar a todos... assim vejo a ingratidão dos que todos os dias têm processos de decisão inerentes...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

A vida



-Ao fim destes anos todos nunca pensei chegar onde cheguei, mas quando sonhava nunca sonhava com estas cores...
-A vida, não somos nós que a fazemos, ela impõe-se, firme e imperativa, e nós, temos é que saber lidar com ela.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Casar, a nossa existência, porquê e até quando?

Até onde cada um de nós irá?
O que cada um de nós irá fazer?
O que terei eu como missão cá neste mundo? 
Será a minha missão ser apenas feliz? Deverei eu matar-me a trabalhar para criar riqueza para os outros que não eu? Até que ponto o meu conforto valerá assim tanto, ou custará ele uma barbaridade?
Será que isto é não passa de um concurso de amizades? Existirá um pódio no final da vida para aqueles que mais laços criaram? Ou para aqueles que mais serão lembrados? Para isso contará apenas as coisas boas ou também as coisas más? As duas deixam marca, qui çá, mais as piores... Se assim for porque é que deveremos fazer o bem? Será que o que vale mais pontos é aquilo que nos faz sentir melhor? E se o bem me fizer sentir melhor?... E o guia para fazer as coisas bem? Alguém o tem? 
Porque é que começamos todos do ZERO (0)? Sujeitos a tudo aquilo que alguém nos vai passando com o passar do tempo. Será isto uma rota de vai-vem? De uma caminhada penosa até um magestoso climax, para depois descer dolorosamente até à desolação?
Estou a pouco mais de um mês de me casar. 
Às vezes penso que não estou bem dentro de toda a dimensão da coisa. Passamos meses a fio a preparar um dia, e quando damos conta, nem temos tempo para gozar os meses que antecedem o dia. Será esta a sina da nossa vida? Caminhar em função de um objectivo, que assim que atingido, e obtido o climax, se segue um atrofiar progressivo, até que novo desafio se depare?
Confesso que para agora este é o meu maior desafio. 
Os dias sucedem-se vertiginosamente, e a responsabilidade vai aumentando  Poucas são as vezes na nossa vida em que somos figuras de proa. Esta será uma delas... Fácil não será decerto, mas fortalecedora será certamente. 
Depois... depois resta desfrutar. 
Somos novos, os dias não param de chegar, o sol continua a levantar-se todos os dias e o cheiro a primavera, ainda nos brinda em dispersas pinceladas.
Eu vou casar, e depois?
O depois o dirá!...
Com paixão, amor e felicidade caminharemos até onde nos levar a idade!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Acerca do casamento

Falta qualquer coisa como 2 meses, 60 dias...
60 dias é muito dia. É, sem dúvida alguma! Não tivéssemos nós que tratar de mil e um assuntos, pormenores que a cada dia que passa se tornam, pormaiores: despedidas de solteiro, ajustes de fato, registo civil, entrega de convites, confirmação dos convidades, distribuição dos convidados nas mesas, música para entrar na quinta, musica para abrir o baile, música para abrir o bolo, entretém para a miudagem no casamento, lembranças, sessão de fotografias antes de casamento, reunião com o Padre, curso pré-matrimonial, ementa do casamento, escolher o penteado, sapatos, meias...  arranjar disponibilidades para tratar disto tudo, e ainda ter que trabalhar! 
Haverá tempo para (con)viver no meio disto tudo?!
O que é certo é que se hoje tomei consciência que já fizemos muito... muito ainda está por fazer!
Venham lá esses dois meses;)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A solução?

Água a escaldar cabeça abaixo e problemas por resolver, como eu adoro esta combinação...


Será a solução, ou apenas uma maneira menos dura de pensar nas coisas?!...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Make no mistake

Como um dia Obama disse: " ...Make no mistake..."

Make no mistake, (não tenham ilusões), nada do que é bom nesta vida se obtem... sem um pouco de sofrimento!


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Deixa marca cá deste lado...


Ele, José Hermano Saraiva, será sem dúvida uma das poucas pessoas que deixa marca aos que cá ficam...

domingo, 8 de julho de 2012

Elogios

Porque nunca se sabe quando ou de onde poderão surgir, nunca deixes de dar o teu melhor...

Pouco elegante será sempre receber um elogio quando estás de "guarda baixa". Isso aconteceu-me recentemente e nem o elogio sabe bem, nem o agradecimento sai jenuíno... Porque lá no fundo sabemos que a consciência pesa...

Eles são raros, mas a raridade apenas existe porque algum dia o acontecimento surge.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Reflexão # - Mudança de casa

Tudo é muito bonito. O entusiasmo pela mudança, a escolha de uma casa entre muitas, o ver a casa pela primeira vez, o escolher que é aquela, a negociação do preço...
Agora a mudança e tudo aquilo que implica a mudança de casa... (valha-me Nossa Senhora!!!)
Os móveis, os que não são tão móveis, as loiças, as roupas, as mantas, as malas, os sacos e as saquetas, os CD´s, a aparelhagem, a TV, os livros, os talheres, os tachos, o micro-ondas, a torradeira, a comida, a congelada e a que está por comer, o computador, a falta de net, a limitação dos 4 canais, as limpezas, do pó, das janelas, dos vidros, do chão, da casa de banho, dos sitios que nunca foram limpos e dos que já se sujaram só com a nossa entrada.

Isso e muito mais cada vez que se muda de casa??? Ou eu me engano muito ou apenas mudarei de casa mais uma vez...

(a minha ausência prolongada? Essa deveu-se ao tempo prolongadissimo em que esperei que me fosse instalado a internet)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Onde escolher para viver...



Mais do que óbvio!

Num futuro próximo a residência junto ao local de trabalho/com bons transportes para local de trabalho serão a chave de poupança/sustentabilidade para o cidadão Português.
A decisão de compra de casa a isso deverá estar ligada. A meu ver, começam a ficar longe os sonhos de ter uma vivenda algo deslocada do centro urbano na tentativa de ganhar algum descanso e vida de qualidade.

Localização, localização localização...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Falta de condições

Estou claramente a atravessar um momento de grande inspiração mas com insuficientes condições para o colocar em prática...
Este Blog está cada vez mais "pesado" e não sei como hei-de fazer para demorar menos do que 1 minuto para abrir esta página. O meu pc deixou de o ser, e o que tenho disponivel está a precisar de vitamina andamento.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Prova oral - Antena 3 "Toxicodependência"



Hoje foi um verdadeiro tratado de acerca da toxicodependência.
Ouvi uma opinião que se cola com a que tenho acerca desde assunto e ouvi muitas outras coisas que desconhecia mas que me levaram de imediato a assinar em baixo.

Manuel Pinto Coelho, de língua bem afiada disse tudo o que havia para dizer, acerca de droga, dependência, da diferença entre dependência e doença e dos inúmeros paninhos quentes que são colocados pelos sucessivos governos para esta franja negra da nossa população.

Não que seja uma franja que deva ser tratada com desprezo e desconsideração, mas lá que a sua abordagem deveria ser diferente, deveria... quanto mais não seja pelos 7,5€ que cada português deu em 2008 para pagar a droga a muitos toxicodependentes em Portugal (75 milhões de €). Sim, porque na opinião deste senhor, a metadona continua a ser uma droga, de substituição, mas uma droga, que é fornecida gratuitamente, a tempo indefinido e que não acaba de modo algum com o sentimento de dependência por parte de quem realmente precisa de ajuda, de quem precisa de ferramentas e não novas drogas para se sentir livre.

Ferramentas para este senhor, estão sim, na terapia através da palavra, psicoterapia!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Eusébio tem alta

Diz-se na comunicação social: "... Eusébio teve alta após internamento por uma cervicalgia aguda..."

Cervicalgia aguda? Mas que raio de diagnóstico é este que leva a um internamento?! Às vezes também se exagera um pouco...
Não sei se o problema está na equipa médica se na comunicação social, mas ficar internado com um "torcicolo", tenham dó... e deixem o homem descansar em paz.

Torcicolo = Cervicalgia aguda

sábado, 7 de janeiro de 2012

Prova de sapatos

Quando me dirijo a uma loja de calçado, não consigo perceber a relutância que existe em me darem a experimentar os dois sapatos do par logo de inicio!
Dão-me sempre ou o direito ou o esquerdo... e eu ali naquela linda figurinha em frente ao espelho, com um sapato de cada nação ou pior, com um sapato calçado e outro pé de meia à mostra.

Possa, mas se eu vou comprar os dois, se apenas com os dois calçados é que estamos com uma figura normal, se apenas com os dois calçados é que vemos se nenhum dos pés nos ficam apertados, porque é que cismam em oferecer apenas um?!