quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saber morrer

Lembras-te quando éramos miúdos? 
Naquela altura sabia que as memórias me iriam permitir continuar a viver.
Hoje que uso fralda, estou algaliado, como por uma sonda que vai do nariz até ao estômago e não me mexo na cama, contínuo a viver aquele fim-de-semana.

Lembro-me da sensação de liberdade, do cheiro do ar limpo e do calor ao pôr do sol.
Naquela altura arrancámos e não quisemos saber, sempre assim foi, de tal maneira que hoje se chegar a minha altura de arrancar, também não quero saber!



Vivi, fui livre, e isso hoje dá-me a serenidade de voltar a ser livre.